PEC 241/2016, ameaça o "Estado Social".


A PEC 241 propõe que, a partir de 2017, as despesas primárias da União fiquem limitadas ao que foi gasto no ano anterior corrigido pela inflação. Ou seja, em 2017, a despesa em termos reais (isto é, descontada a inflação ocorrida em 2016) ficará igual à realizada em 2016. Por sua vez, em 2018, o limite anual será o teto de 2017 acrescido da inflação, em 2017. E assim por diante, enquanto a PEC estiver em vigor.

O objetivo é conter a expansão da despesa pública primária que, no período 2008-2015, cresceu, anualmente, em média, 6% acima da inflação. O controle da expansão da despesa primária é fundamental para reduzir a despesa financeira, pois permite ao governo financiar sua dívida com uma taxa de juro menor. No bojo, o Governo busca adequar suas despesas às receitas auferidas.

Em contrapartida, há um lado negativo, com a estabilização dos gastos, a sensação de bem estar para a população, em especial as mais pobres com programas sociais como atividades ligadas a educação, cultura, diversidades, moradia, lazer e até mesmo infraestrutura podem sofrer alteração a medida que o controle dos gastos podem limitar essa ações.

A crise do Estado de Bem-estar Social é um tema complexo para o qual não há consenso, as discordânias relacionados à crise fiscal provocada pela dificuldade cada vez maior de harmonizar os gastos públicos com o crescimento econômico, insufla a desunião entre "capital e trabalho". O Govero, as grandes organizações e as massas trabalhadoras já não se entendem e entram em conflito na tentativa de assegurar seus próprios interesses.

O assunto é polêmico, de suma impportância ao nosso modo de viver, por isso devemos nos interar, acompanhar esses desdobramentos atentamente

Carlos Alvarenga

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