O Senado leu na última terça-feira (13) o requerimento que propõe a abertura da CPI da Covid-19 para apurar as "ações e omissões" do governo que possam ter permitido o agravamento da pandemia no Brasil, em especial a falta de oxigênio para pacientes internados em Manaus (AM) em janeiro.
Com a leitura, os blocos partidários e partidos políticos puderam fazer as suas indicações para a comissão. A CPI terá 11 membros titulares e 7 membros suplentes. O presidente e o relator serão definidos na primeira sessão da comissão, ainda sem data para acontecer.
Os integrantes da CPI são escolhidos a partir de um critério de proporcionalidade. Quanto mais cadeiras no Senado, mais vagas da CPI os partidos e blocos partidários dispõem para a composição da comissão. Os nomes são apontados pelas lideranças dos partidos ou blocos, mas podem ser alterados no decorrer da investigação.
Entre os cotados para a relatoria da CPI da COVID, está uma conhecida figura da política, o Senador Renan Calheiros (MDB), um dos nomes mais antigos no Senado brasileiro. Ele está há 26 anos na Casa e tem mandato até janeiro de 2027. Foi três vezes presidente do Senado, além de ministro da Justiça no governo FHC. É pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), e que responde a 11 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
